“Considera de UTILIDADE
PÚBLICA ESTADUAL a BIBLIOTECA
GAIVOTA.”
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ DECRETA:
Art. 1º. -
Fica considerada de Utilidade Pública Estadual a BIBLIOTECA GAIVOTA, entidade civil sem fins lucrativos, com sede da
Rua B, nº. 06, Conjunto Esplanada de Messejana, Coaçu, Fortaleza / Ceará.
Art. 2º. -
Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º. -
Revogam-se as disposições em contrário.
PLENÁRIO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ, EM 26
DE MAIO DE 2003.
DEPUTADO FRANCISCO CAMINHA
LIDER DO PHS
J U S T I F I C A T I V A
A BIBLIOTECA GAIVOTA, entidade civil
sem fins lucrativos, foi aberta à comunidade em agosto de 1997, portanto, há
mais de 05 anos.
Idealizada por sua fundadora, a
assistente social aposentada, servidora pública estadual, Maria de Fátima
Gurgel de Castro, passou a ser realidade após o fechamento de um pequeno
mercadinho da família (Mercadinho Gurgel de Castro), que representava mais uma
fonte de renda familiar.
Com a retirada da mercadoria que
foram vendidas a um negociante do ramo, as prateleiras ficaram vazias, servindo
de estímulo para a concretização de um projeto antigo ou seja, dar oportunidade
à muitos de terem acesso gratuito à livros, revistas, jornais, etc.
Gaivota era o apelido da avó materna
da idealizadora da Biblioteca, que estimulou em seus netos o gosto pela leitura
quando recitava poesias. Nada mais justo do que homenageá-la dando o seu nome à
Biblioteca. Desta forma, foi aberta à comunidade atraindo a atenção e a
curiosidade de muitos, das crianças, principalmente. Em dezembro de 1997 já contava
com 171 (cento e setenta e um) leitores cadastrados, sendo 80% (oitenta por
cento) na faixa etária de 06 à 15 anos.
O acervo inicial era de 1.636
exemplares entre leitura infantil, juvenil, estrangeira e brasileira.
Enciclopédias, atlas, gramáticas, dicionários e outras categorias.
A manutenção da Biblioteca Gaivota é
feita com os recursos provenientes da aposentadoria de sua fundadora que faz o
possível para oferecer um serviço eficiente. Para isto, já contou com o apoio
de quatro bibliotecários que prestaram serviços temporários e iniciaram a
organização material do acervo.
Foram feitos os tombamentos, a
classificação e a catalogação dos livros, possibilitando que a Biblioteca
ficasse pronta para bem servir ao público, que, apesar de humilde, pede conhecimento
e bom atendimento.
Com o decorrer dos anos a Biblioteca
Gaivota passou a ser vista como ponto de encontro dos curioso, de todas as
idades, nível escolar, classe social e de diferentes bairros.
Sua fundadora viu-se na obrigação de
levar aos Governos do Município e do Estado sua preocupação com o crescimento
do empreendimento.
A Biblioteca Gaivota encontra-se
atualmente com um total de 1.700 (um mil e setecentos) leitores cadastrados,
sendo, destes, 550 frequentadores assíduos, onde, a maioria, é composta por
crianças e jovens, estudantes do pré ao 2º. Grau.
O acervo, que registra um total de
18.000 exemplares é, em 90% (noventa por cento), resultante de doações feitas
por parentes, amigos, leitores ou mesmo usuários da lista telefônica, pois, a
propaganda continua sendo a alma desse bom empreendimento.
A sede da Biblioteca Gaivota é
provisória, haja visto que o prédio onde se encontra instalada é pertencente a
família Gurgel de Castro. Inicialmente era uma área de apenas 42m². Com um ano
de funcionamento, colhendo idéias e sugestões, foi construído mais um salão e
depois, mais outro. Atualmente, a área é de 170 m², onde estão, de forma
simples, expostos os livros infantis, juvenis, didáticos do pré ao
universitário e, ainda, diversos materiais que atendem a finalidade da
Biblioteca Gaivota, que é facilitar o acesso à educação, Cultura, Esporte e
Lazer.
Compreendendo que não só através da
formação escolar fica garantida a melhoria da renda pessoal ou familiar, a
Biblioteca Gaivota também desenvolve atividades de iniciação profissional,
principalmente no campo das artes manuais, nascendo, assim, o Ateliê
Gaivota, que já conta com o cadastro de mais de 70 artesãs que bordam,
pintam, tecem, crocheteiam, porém, não dispõem de um local apropriado para
comercialização na comunidade.
Os cursos são provenientes de
parcerias com a Prefeitura Municipal, SENAC (à baixo custo) e até mesmo,
ministrados pela fundadora da Biblioteca, que é professora de bordado à mão.
O mais novo empreendimento é a
briquedoteca, onde as crianças e jovens utilizam jogos e brinquedos variados,
também provenientes de doações.
Há, ainda, uma pequena horta
medicinal, que estimula o interesse e a compreensão das propriedades das
diferentes ervas.
Assim, devido ao grande alcance
social desse reconhecimento, contamos com o apoio dos nobres pares para sua
aprovação deste Projeto de Lei, esperando que, com esta contribuição do
Legislativo Cearense, com o apoio Executivo e de todos os demais entes da
sociedade, possamos minorar em pouco a deficiência cultural em nosso Estado.
Fortaleza, Ce., 26 de maio de 2003.
DEPUTADO FRANCISCO CAMINHA
LIDER DO PHS