LEI DE DIRETRIZES
ORÇAMENTÁRIAS – 2008
ANEXO I
ANEXO DE METAS ANUAIS
(art. 4º, § 2º, inciso
II da Lei Complementar Nº 101, de 2000)
A política fiscal do
governo estadual tem por objetivo promover uma gestão equilibrada dos recursos
públicos para assegurar o crescimento sustentado viabilizando a implementação
das políticas sociais e os investimentos em infra-estrutura.
Os pressupostos
utilizados para as estimativas das variáveis macroeconômicas refletem as
expectativas do mercado de consolidação da retomada do crescimento econômico e
uma política fiscal que objetiva a melhoria da qualidade da tributação, a
redução da informalidade e o aprimoramento dos mecanismos de arrecadação e
fiscalização.
As principais variáveis
macroeconômicas consideradas para as projeções fiscais foram a variação do PIB
Nacional e Estadual, a inflação medida pelo IPCA-IBGE e a taxa de câmbio.
A inflação estimada pelo
Banco Central para o ano de 2008 é de
4,15% e para os exercícios de 2009 e 2010 de 4,17% e 4,13%,
respectivamente, percentuais levemente inferiores aos 4,5% fixados como o
centro do intervalo do regime de metas de inflação para os anos de 2008 a 2010.
A projeção de
crescimento da economia (nacional e do estado) levou em conta o momento
favorável da economia internacional, com juros baixos, elevada demanda dos
produtos primários e grande liquidez do mercado financeiro, assim como o
impacto positivo que deverá decorrer dos investimentos previstos no Plano de
Aceleração do Crescimento (PAC). Deve ser ressaltado que no Estado, apenas em
ações de infra-estrutura hídrica, estão previstos investimentos de R$ 655
milhões para projetos de irrigação e integração de bacias hidrográficas. Na
área de transportes há previsão para a construção de terminal de cargas no
aeroporto Pinto Martins e duplicação da BR 222, com investimentos estimados de
R$ 82 milhões, além de interligação dos portos de Suape (PE) e Pecém (CE) pela
Transnordestina.
Dentro desse quadro
projetou-se um crescimento do PIB Estadual de 4,5% para 2008 e 5% para os anos
de 2009 e 2010. O crescimento do PIB da União foi estimado em 4,5% para o
triênio 2008-2010.
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Variáveis Macroeconômicas Projetadas – 2008 a
2010 |
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Variáveis |
2008 |
2009 |
2010 |
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Taxa
de Inflação esperada |
4,15% |
4,17% |
4,13% |
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Taxa
de Crescimento esperada para o PIB Nacional |
4,50% |
4,50% |
4,50% |
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Taxa
de Crescimento esperada para o PIB Estadual |
4,50% |
5,00% |
5,00% |
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Fonte:
IPECE / BACEN e PLDO 2008 – Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão |
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A metodologia utilizada para projeção das
principais receitas do Governo do Estado considera, basicamente, a expectativa
dos indicadores macroeconômicos do PIB Estadual, da inflação e de tendências
específicas da arrecadação de cada tributo analisado. Já as receitas originadas
de participação do Governo do Estado na arrecadação da União seguem as
previsões do próprio Governo Federal e expectativas de inflação e crescimento econômico para aquelas cujas previsões
ainda não foram divulgadas.
No que diz respeito às
despesas, a estratégia que orienta a ação do governo é de racionalidade dos
gastos administrativos com ampliação das ações
finalísticas e melhoria da qualidade dos serviços prestados à sociedade. Nesse sentido, continua-se com a especial
preocupação de controlar os dispêndios com custeios administrativos e com pessoal,
observando-se os limites legais da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Coerente
com essa diretriz, o custeio de manutenção do período 2008 - 2010 foi estimado
a partir da análise dos gastos verificados nos últimos exercícios, com previsão
de crescimento no nível da inflação projetada
para o período, para atender os reajustes dos preços dos serviços e
insumos administrados (água, energia, combustível, comunicação, etc.) que
comumente seguem o parâmetro de
inflação como base de realinhamento.
No que se refere ao custeio finalístico, adotou-se
o mesmo critério do custeio de manutenção para definir a base para projeção do
período 2008-2010. Adicionalmente a essa base, o custeio finalístico incorpora,
além da inflação, a previsão do crescimento econômico e um incremento referente
à expansão e melhoria dos serviços públicos ofertados à população.
As despesas
de pessoal foram estimadas a partir das previsões de 2007, acrescidas
anualmente da inflação para cobrir a reposição salarial e um adicional
referente ao crescimento vegetativo da folha e ao incremento de pessoal
decorrente dos novos serviços disponibilizados à sociedade cearense.
Os juros e encargos da dívida ,assim como as
amortizações, foram estimados considerando os contratos já firmados e os previstos
para os próximos exercícios.
A expectativa para os investimentos é de
crescimento ao longo do período 2008-2010, considerando as oportunidades
concretas de pactuação com as demais esferas de governo e a excelente condição
de endividamento do Estado para captação de novas operações de crédito.
Portanto, as metas fiscais estabelecidas para o
triênio 2008-2010 orientam-se pela manutenção do equilíbrio fiscal, controle
institucional e expansão gradual dos investimentos e dos serviços públicos,
assegurando um crescimento sustentável com inclusão social e, ao mesmo tempo,
uma contínua redução da dívida pública em relação ao PIB.
O Anexo de Metas Fiscais abrange os órgãos da
Administração Direta, dos Poderes e entidades da Administração Indireta, constituídas
pelas autarquias, fundações e fundos especiais, empresas públicas dependentes e
sociedades de economia mista que recebem recursos do Orçamento Fiscal e da
Seguridade Social.
As projeções apontam que, em 2008, a receita
não-financeira (receita total menos receitas de operações de crédito, receita
patrimonial e alienações de bens) deverá alcançar a marca de R$ 8.980,1
milhões, correspondendo a 19,8% do PIB estadual previsto (R$ 45.295,0 milhões).
Por outro lado, a despesa não financeira (despesa
total menos juros, encargos e amortizações da dívida pública), está projetada
em R$ 8.730,1 milhões, equivalente a 19,3% do PIB projetado para 2008.
Dessa forma, a meta de resultado primário
(diferença entre receita e despesa não-financeira) está projetada em R$ 230,0
milhões para 2008, equivalente a 0,5%
do PIB. Deve ser ressaltado que as metas de superávits primários estimados para
os exercícios de 2008 a 2010 são equivalentes aos montantes previstos para
pagamento de juros e encargos da dívida.

A Dívida Pública Consolidada, que em 2006 atingiu o
patamar de R$ 3.728,9 milhões (9,7% do PIB), estima-se que em 2008 deverá
situar-se em torno de R$ 3.813,0
milhões (8,4% do PIB). Esse incremento decorre primordialmente das novas
operações de crédito que estão em fase de negociação. Vale ressaltar que mesmo com o crescimento do montante da dívida
consolidada prevista para os próximos exercícios, seu montante ainda é bastante
inferior ao limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal e resoluções do
Senado Federal. A Dívida Consolidada Líquida também apresenta redução em
relação ao PIB, conforme pode ser observado no gráfico a seguir.

A relação Dívida Consolidada/RCL também apresenta
comportamento declinante, conforme gráfico abaixo.

O Anexo de Metas Fiscais, em
cumprimento ao preceito da Lei Complementar 101, de 04 de maio de 2000, é
composto pelos demonstrativos que se seguem, na forma definida pela Secretaria
do Tesouro Nacional através da Portaria 633, de 30/08/2006.
















