PROJETO DE LEI Nº 265/11
Autoria do Deputado Capitão Wagner
FICA CRIADO O DIA DO REPÓRTER POLICIAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DOCEARÁ DECRETA:
Art. 1º – Fica criado o Dia do Repórter Policial no Estado do Ceará.
Parágrafo único – Será comemorado no dia 2 de junho.
Art. 2º – O Governo do Estado do Ceará regulamentará as atividades que serão desenvolvidas em comemoração ao Dia do Repórter Policial no prazo de 90 dias.
Art. 3º – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PLENÁRIO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ, EM 05 DE OUTUBRO DE 2011.
Capitão Wagner
Deputado Estadual/PR
JUSTIFICATIVA:
A instituição do Dia do Repórter Policial é uma forma de suscitar na população cearense uma reflexão maior sobre a violência como uma questão interinstitucional e uma maneira de RECONHECER a coragem e determinação desses profissionais na busca da verdade.
O caso Tim Lopes serve-nos para mostrar a realidade nua e crua da vergonha que se tornou a Segurança Pública no Brasil e da importância da atuação desses profissionais para a informação da população e cobrança ao poder público de ações verdadeiramente comprometidas.
Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, conhecido como Tim Lopes, (Pelotas, 18 de novembro de 1950 — Rio de Janeiro, 2 de junho de 2002) foi um repórter brasileiro, produtor da Rede Globo desde 1996. Cursou Jornalismo na Faculdade Hélio Alonso (FACHA), Rio de Janeiro. Seu primeiro trabalho foi na revista Domingo Ilustrada, do jornalista Samuel Wainer, como contínuo. Quando começou a fazer reportagens na rua, passou a ser chamado de Tim Lopes. Segundo amigos, o "nome artístico" teria sido dado pelo próprio Samuel Wainer, devido à semelhança do jornalista com o cantor Tim Maia. Uma de suas primeiras reportagens foi publicada na década de 1970, no jornal alternativo "O Repórter".
A matéria relatava as precárias condições de trabalho dos operários na construção do metrô do Rio. Para produzi-la, Tim Lopes trabalhou como peão na própria obra. Trabalhou também na sucursal do Rio de Janeiro da Folha de São Paulo, nos jornais "O Dia", "Jornal do Brasil" e "O Globo" e na revista "Placar". Na TV Globo, participou de uma série de reportagens do programa "Fantástico", que promoviam o encontro de familiares de vítimas com assassinos presos. Internou-se por dois meses em uma clínica para dependentes químicos para uma reportagem sobre o assunto. Em 2001, Lopes foi um dos ganhadores do Prêmio Esso.
Tim Lopes desapareceu em 2 de junho de 2002. Depoimentos de narcotraficantes presos indicam que ele teria sido sequestrado e morto entre as 22 e 24h daquele dia. Sua morte somente foi confirmada a 5 de julho, após exame de DNA dos fragmentos de ossos encontrados num cemitério clandestino.
Era casado com a estilista Alessandra Wagner havia dez anos. Tinha um filho de 19 anos, Bruno, nascido do seu primeiro casamento.
Era considerado pelos colegas de profissão como um dos mais corajosos e audaciosos repórteres investigativos em atividade.
Capitão Wagner
Deputado Estadual/PR